E Zás #74: Anthony Braxton, Revolução Curda na real e Jurunas contra Belo Monte

Gaste alguns dias pra (re)descobrir a obra de um dos últimos gigantes do free jazz em atividade, Anthony Braxton,um dos artistas prediletos deste blog. Pra início de conversa, recomendo esse disco em formato de trio de 2013:

Kobanê, a Revolução além do Mito é um relato INTERESSANTÍSSIMO e urgente de Tommaso Baldo sobre como vive uma região no Oriente Médio que passa por processo revolucionário apesar do fundamentalismo islâmico e dos Estados nacionais que cercam a região. O que rola na prática, sem caôzada, sem filtros ideológicos desnecessários:

Faço parte de uma delegação de Professores Sem Fronteiras encarregado de documentar a construção de uma escola com espaços educativos que vão acolher os órfãos de Kobanê, ‘O arco-íris de Alan’, financiado pela Província Autônoma de Trento. Carla e Patrizia estão aqui para inaugurar a Academia das Mulheres. Esse é um centro de treinamento político, cultural e trabalhista para mulheres na cidade que será administrado pela Star Kongreya, a confederação de organizações revolucionárias de mulheres. Embora já sejam dez horas da noite, eles nos levam imediatamente para vê-lo. É um grande edifício retangular de três andares, construído com abundante pedra branca desta área. Foi financiado com recursos da Tavola Valdese e da Província Autônoma de Bolzano. Arjin, o chefe da academia, diz que as pessoas daqui já chamam a Academia de ‘o castelo das mulheres’.

O texto, em italiano, pode ser lido na íntegra no site do Wu Ming Foundation.

No livro “Xingu, O Rio Que Pulsa Em Nós”, indígenas Jurunas apresentam os resultados do monitoramento feito durante quatro anos na Volta Grande do Xingu (PA). A reportagem sobre a publicação foi publicada no site do Instituto Sócio ambiental:

‘Foi por um sopro’. O sopro do demiurgo Senã’ã criou a Volta Grande do Xingu, as cachoeiras do Jericoá e os Juruna (ou Yudjá), indígenas que povoam até hoje essa região no oeste do Pará. É dessa forma, também, que se inicia a publicação ‘Xingu, o rio que pulsa em nós’, resultado de um trabalho de quatro anos dos Juruna da Terra Indígena Paquiçamba.

A reportagem na íntegra pode ser lida aqui.