Jornalismo Investigativo no Brasil tem Nome: Agência Pública

Tá feia a coisa pro jornalismo atual – seja pela posição cada vez mais fragilizada (socialmente e, sobretudo, economicamente) que a classe se encontra no país seja pela falta de apreço à informação em si. A direção nos grandes veículos não ajuda, o excesso de informação inútil confunde e a tal da “pós-verdade” se tornar quase moeda vigente entre a nova direita brasileira e a turma (ex)governista,ligada aos governos petistas, ajudou a jogar m descrédito o jornalismo político e, por extensão, seu irmão mais difícil e caro, o jornalismo investigativo.

E é nesse cenário pincelado (em poucos e fortes tons acima) que surgiu a Agência Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo!

Pioneira do Brasil, a Agência Pública – fundada em 2011 –  aposta num modelo de jornalismo sem fins lucrativos para manter a independência. Nossa missão é produzir reportagens de fôlego pautadas pelo interesse público, sobre as grandes questões do país do ponto de vista da população – visando ao fortalecimento do direito à informação, à qualificação do debate democrático e à promoção dos direitos humanos. Funcionamos como uma agência: todas as nossas reportagens são livremente reproduzidas por uma rede de mais de 60 veículos, sob a licença creative commons. – do Quem Somos do site

Depois de tanto me perguntarem, ao me ver colocar em cheque o trabalho porco e mentiroso da imprensa corporativa e de parte dos blogueiros ditos “””progressistas””” (os blogs da direita não costumo ler), resolvi tratar d’A Pública porque

  1. Fazem jornalismo de verdade, com sangue correndo nas veias;
  2. É muito bem escrito, o que ajuda a formar leitores bons;
  3. Trata de temas que REALMENTE importam;
  4. É uma arma dos “de baixo”, por lidarem com pautas de interesse “público” mesmo;
  5. Não estão permeados por interesses escusos que ditam previamente a pauta;
  6. Tratam os diversos temas com o fôlego que necessitam, e
  7. Não tratam o leitor como um imbecil.

Abaixo, selecionei três matérias do site mais relativamente recentes pra convidar geral a acompanhar o trabalho deles. Ah, eles também estão com bolsas abertas para quem queira tratar do tema “maconha”!

TRÊS MATÉRIAS PRA ENTENDER A PÚBLICA +BÔNUS

1. O Sítio da Tortura, por Natália Viana:

Na zona sul de São Paulo um sítio isolado guarda histórias de terror que podem ajudar a entender um dos pontos obscuros da ditadura, os centros clandestinos de tortura. E a assombrosa colaboração civil

Leia a reportagem toda AQUI.

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Rostos “joviais e faceiros” da turma que curtia uma tortura. Fonte: A Pública

2. Sempre vigiados, por Mariana Simões, Natalia Viana, Anne-Dominique Correa e Gabriele Roza

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Mina do Engenho: abandonada pelos empresários sem qualquer cautela.Fonte: A Pública

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BONUS + QUE ESPECIAL

Reconhecer informações falsas e evitar compartilhá-las – tudo que a maior parte de meus amigos/conhecidos (e muitas vezes eu mesmo!) precisamos aprender a fazer pra não servir de inocente útil para grupos empresariais e/ou políticos e ficarmos reféns dos factoides criados diariamente por gente sórdida!

Esse é o objetivo do “Plano de aula gratuito ensina estudantes a checar informações“, disponibilizado pela Agência Pública que traduziu “material produzido pelo Instituto Poynter para celebrar o Dia Internacional do Fact-Checking“.

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A Pública mantém, na mesma linha, o Truco, onde faz checagem de informações desde as últimas eleições.

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