E Zás #63: Ogi, D.E.R e Philippe Meyohas

(Acima, o carioca Philippe Meyohas)

Três artistas em lançamentos recentes. Três chances pra se achar e conhecer estéticas que não habitam o rádio nem a TV.

1. Depois da animação louca de “Trindade Parte 2”, geral aguardava algo nessa linha para a continuação. Mas o maior cronista rapper da cidade de São Paulo do momento, Ogi, explicou ao Noisey porque não rolou e é a cara da situação do país: “Animação infelizmente tá fora do meu orçamento. É um processo lindo, porém muito caro”.

O vídeo é mais convencional, mas o som é um arregaço, mais uma pedra direto do seu ótimo álbum , de 2015.

2. D.E.R não é pra estômagos sensíveis. “Ressentimento”, a faixa presente no EP Rancor (lançado pelos selos Nerve Altar – US, Grindfather Productions – UK, Cospe Fogo Gravações, 255 Recs e Fuckitall Music – todos do Brasil) é um esporro doloroso “homenageando”, em imagens e palavras, o cancro pútrido que é viver em território dominado pelo ilegítimo Michel Temer. E tudo isso por que? Grindcore não decepciona jamais!

3. Arte do Retorno, o disco composto e executado por Philippe Meyohas foi uma grata surpresa e é aquele ponto pra fora da curva sempre bem vindo. Interpretado por Murilo Alves (violoncelo), Victor Hugo Rêgo (clarone) e pelo autor (viola caipira), o álbum é beleza a ser descoberto e redescoberto a cada audição – de preferência em alto e cristalino som, com atenção e calma. Recomendo ainda seu EP Alvíssaras, de 2015 e descoberto por mim só agora.

 

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