Dia Internacional da Mulher 2017 – 4 trilhar pra reflexão

1. Formiga é uma das maiores jogadoras do futebol mundial e se aposentou da Seleção Brasileira recentemente. Quem aí ouviu algo sobre?

A ex-jogadora Juliana Cabral, de 35 anos, atuava como zagueira e foi capitã da seleção de 2001 a 2004. Uma das principais lembranças vem da decisão do Pan de Santo Domingo, contra a equipe do Canadá: “A Formiga foi a jogadora que deu o passe para a Cristiane fazer o golden goal. Se eu fechar meus olhos, me lembro como se fosse hoje. A Formiga fazendo aquele passe com tamanha classe e categoria que parece que ela pega aquela bola e joga com a mão, para cair do jeito que caiu nas costas da defesa canadense. Foi uma jogada linda, sabe como jogada de futebol de salão que você enfia o pé por baixo e levanta essa bola? A impressão que eu tenho é essa, tamanha sutileza: não é que ela bate na bola, ela levanta a bola com o pé direito. Para mim, a Formiga foi a melhor jogadora com quem eu joguei, a jogadora mais completa”.

Essa é só uma parte minúscula de um TEXTAÇO do ótimo Puntero Izquierdo sobre “Miraildes, a maior Formiga a pisar nos gramados”.

Formiga é uma das heroínas do povo brasileiro.Exemplo e vida sinfular, que rasgou a cortina da mesmice rotineira! Leiam o texto, vejam os vídeos abaixo e prepare-se pra chorar baldes!

2. Tomo a liberdade de colocar aqui uma publicação de ontem em uma rede social. Foi meu amigo, tradutor e ótimo escritor, Alexandre Boide, que mandou uma letra DAQUELAS pra quem ama literatura e quadrinhos. Vale como um lembrete de como tá CHEIO de mulheres escrevendo por aí e que merecem nossa atenção. Mea culpa: só conhecia o ótimo Vírus Tropical da lista sugerida por ele:

livros

“Por motivos diversos, me manter atualizado sobre os fatos do momento tem se tornado cada vez mais intolerável, mas não é essa a questão aqui. O progressivo abandono de textos sobre política, economias & afins possibilitou um saudável mergulho nos livros de ficção nos últimos doze meses, mais ou menos. E, por razões não exatamente claras e pensadas, conhecer livros de pessoas que estão vivas, respirando & contando histórias, de preferência não muito longe de mim, no mesmo país ou continente. Esta Semana da Mulher me fez pensar em cinco entre os livros que eu mais gostei de ler nos últimos doze meses que fossem escritos (e em um dos casos desenhado também) por autoras que neste momento estão vivas, respirando & contando histórias. Porque no momento nada me parece fazer mais sentido do que viver, respirar & ler (e talvez contar) histórias.

1. “Nada a dizer”, Elvira Vigna (Companhia das Letras, 168p.)
2. “Operação impensável”, Vanessa Barbara (Intrínseca, 224p.)
3. “Ruína y Leveza”, Julia Dantas (Não Editora, 176p.)
4. “Vírus tropical”, Power Paola (Nemo, 160p.)
5. “O vento que arrasa”, Selva Amada (Cosac & Naify, 128p.)”

3. Por quase meio século a emigrante russa Emma Goldman foi a mulher mais temida pelo governo estadunidense, desafiando o establishment com seus ataques fervorosos ao governo, ao corporativismo, e à guerra. Para os tablóides ela era “Emma vermelha, rainha dos anarquistas”, mas muitos admiravam Goldman por sua defesa dos direitos trabalhistas, a emancipação das mulheres, controle da natalidade, e liberdade de expressão.

“Emma Goldman” é um documentário biográfico de noventa minutos sobre a notória conferencista, escritora destemida e implacável editora, e inclui novas perspectivas sobre Goldman por parte de historiadores como Oz Frankel, Barry Pateman, e Robert Rosenstone; além da biógrafa Alice Wexler; o romancista E. L. Doctorow; o poeta Andrei Codrescu e os dramaturgos Tony Kushner e Martin Duberman.

E,VALE LEMBRAR: a INCRIVELMENTE FODA autobiografia de Emma Goldman foi lançada no Brasil ano passado!! Saiba mais no site da editora.

4. E, depois de ressaltarmos o copo meio cheio, é bom lembrar o copo meio vazio que a realidade impõe a TODAS as mulheres:
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