E Zás #49 – Humanidade, hit do verão e um clássico de rosa Luxemburgo

(Porque precisamos de mais humanidade em nossas vidas?; minha aposta de hit do verão e um texto clássico da Rosa Luxemburgo)

  1. Porque anda faltando por aí, vale lembrar o que significa “Humanidade” segundo Diderot e d’Alembert em sua Enciclopédia , na tradução de Thomaz Kawauche:

Humanidade é um sentimento de benevolência por todos os homens que somente se inflama numa alma grande e sensível. Esse nobre e sublime entusiasmo atormenta-se com os sofrimentos dos outros e a necessidade de aliviá-los; desejaria percorrer o universo para abolir a escravidão, a superstição, o vício e o mal.

Ele esconde-nos os erros de nossos semelhantes ou nos impede de senti-los. Mas nos torna severos para com os crimes: arranca das mãos do celerado a arma que seria funesta ao homem de bem. O que ele faz não é nos afastar de elos particulares, mas, ao contrário, torna-nos amigos melhores, cidadãos melhores, esposos melhores. Ele se apraz em expandir-se pela benevolência em relação aos seres que a natureza aproximou de nós. Vi essa virtude, fonte de tantas outras, em muitas cabeças e em poucos corações.

2.”Deu Onda” e “Me Libera Nega” são apontados como os hits certos do verão, certo? Ok, mas tem um representante do neo brega eletrônico que tá correndo por fora e tem tudo pra ser hit também:

  1.  

  2. “Deste modo, os cristãos do I e II século foram fervorosos adeptos do comunismo. Mas este comunismo era baseado no consumo de produtos acabados e não no trabalho, e mostrou-se incapaz de reformar a sociedade e de pôr fim à desigualdade entre os homens e de derrubar a barreira que separa ricos e pobres. Por isso, exatamente como antes, as riquezas criadas pelo trabalho – para toda a sociedade – era fornecido pelos escravos. O povo, desprovido de méis de subsistência, recebia apenas esmolas” – O Socialismo e as Igrejas,um texto clássico de 1905 da grande Rosa Luxerbourgo, porque nem só de comentários de youtubbers e textos sobre questões da pós-modernidade se faz um militante/ativista político que deseje um mundo onde caibam todos os mundos. A íntegra feste clássico você lê aqui.
rosa_luxemburg

Chutava com as duas pernas, cruzava e depois ia cabecear pro gol. Resumindo: Rosa sabia tudo e mais um pouco de política revolucionária

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