E Zás #42: Que fazer com os nazis?, Plataforma Anarquista e “Poetas no Topo 2”

  1. O neo-nazi (que se esconde nesse termo ‘pós-verdadista’ alt-right – algo coo ‘direita alternativa’) Richard Spencer tomou uma linda cotovelada na lataria nas ruas de Washington D.C (EUA), no dia da posse do Donald Trump, enquanto dava uma entrevista nas ruas. O ato reavivou a boa e velha questão sobre direito de expressão para nazistas, se combater a violência com violência era algo razoável, e por aí vai.Aquelas discussões cíclicas que vão e vem de tempos em tempos e o New York Times publicou uma matéria que dá uma sintetizada na questão toda.

    Eu tenho problemas com a midiatização de atos violentos.Me incomoda de uma forma muito visceral. Mais não posso dizer sobre sob o risco de ser supérfluo com questão que considero importante.

    Mas, na boa: uma boa cotovelada é POUCO pro estrago que essas mentes nazistas doentias causam por aí.

    Conhece alguém que já foi vítima de violência por parte de neo-nazis? Pois é. Procure saber…

    Como uma banda que gosto muito, acho que só poderemos descansar no dia que o último nazista morrer…

2. “Em 2016 comemoram-se 90 anos da primeira publicação da chamada “Plataforma”. “A Plataforma Organizacional da União Geral dos Anarquistas” foi publicada originalmente na França, em 1926, na revista Dielo Truda, pelo Grupo de Anarquistas Russos no Estrangeiro, do qual participavam Nestor Ivánovitch Makhno, Piotr Andreyevich Arshinov, Ida Mett (pseudônimo de Ida Gilman), Jean Walecki (pseudônimo de Isaak Gurfinkiel) e Maxime Ranko (pseudônimo de Benjamin Goldberg)”.

A “Plataforma” é, de longe, o mais polêmico documento histórico da história do anarquismo. Ousando romper com certos princípios, por assim dizer, associados quase que automaticamente com anarquismo, esse documento foi resultado direto da luta real e popular de anarquistas durante a Revolução Russa. Independente de posição política, se tens interesse por História, Política e/ou movimentos sociais, esse post do Instituto de Teoria e História Anarquista (ITHA) DEVE TE INTERESSAR! Além da primeira tradução confiável do documento (que até então, passado 90 anos, foi objeto de falsificações históricas mil), o ITHA vai disponibilizar uma série de textos e discussões pra ampliar/explicar/contextualizar esse documento interessantíssimo.

Recomendadíssimo nesse ano em que comemora-se 100 anos da Revolução Russa.

3. 2016 foi o ano de consolidação e aparição de uma nova leva de MCs que já apontam para uma nova direção pós-auge e renovação que o estilo sofreu com Criolo, Emicida entre outros. Para o bem e (na minha opinião até aqui, MUITO para) o mal.A faixa “Poetas no Topo 2”, com Raffa Moreira, Orochi, FBC, Froid, Sain, Ducon, Coruja BC1 e Baco Exu do Blues, tá sendo assunto de discussões mil na internet e é uma boa síntese dos estilos e predileções de fatia considerável da nova escola. Geral se “emocionou” com as qualidades dos versos do Coruja, por exemplo.

Ando meio cético, mas boto na roda pra geral poder conferir:

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