vi subversa

Três hiper mulheres!

Uma lituana, uma inglesa e uma estadunidense. Personalidades fortes, hiperbólicas, ingovernáveis, dissidentes políticas na comunidade judaica.

A primeira, Emma Goldman, foi tida como inimiga pública n°1 dos EUA por 11 anos. Dá pra imaginar status melhor para uma pessoa? A vida dela parece ficção – como é comum em 99% dos casos quando falamos em grandes nomes do socialismo revolucionário do século passado. O documentário fala por si só:

 

Kathy Acker provavelmente foi a mais transgressora escritora de norte feminista dos últimos 50 anos do século passado. Uma tarefa que se impôs, foi retrabalhar clássicos da literatura, como Dom Quixote, de uma perspectiva feminina. Mas não foi só. Ela foi um cometa fulgurante no cenário cultural anglo-saxônico, batendo de frente com grandes intelectuais de seu tempo de forma aberta, corajosa – não é de estranhar que não tenha feito uma plêiade de defensores de seu legado. Pra variar, continua sem tradução no país. No vídeo abaixo, uma raríssima aparição dela na TV, exercitando seu lado de poeta punk com os inigualáveis The Mekons, do grande Jon Langford.

 

Vi Subversa deve ser uma das maiores figuras do punk mundial. Sua influência por sua atitude corajosa – uma mãe de 2 filhos, solteira, quarentona, comandando uma banda punk, Poison Girls, altamente politizada no seio do furação peace punk inglês –  não encontra paralelos em nenhuma outra página da música pop ocidental. Vi, atualmente vivendo numa comunidade anarquista no Sul da Espanha, sempre foi uma figura discreta, como é perceptível na curta entrevista baixo. Após, o compacto Persons Unknown, o trabalho da banda a alcançar o Top 10 independente da Inglaterra – semelhanças com Babes In Toyland, por exemplo, não são mera coincidência…