palestina

pensata #3: Palestina

Eu sei muito pouco além do que um adulto letrado no Brasil sabe sobre a Palestina, muito menos sobre o novato estado de Israel. Do pouco que eu sei, dá pra pontuar pouca coisa:

1. O conflito instaurado na região pouco tem que ver com problemas religiosos, isso tá muito claro;

2. Não vemos uma luta de UFC onde um lutador entra armado com uma metralhadora e granadas e o outro apenas com seu próprio corpo porque seria ridículo. Da mesma forma, é inaceitável que um país com o mais bem preparado e equipado exército do planeta entre em “conflito” com um estado que nem exército regular tem;

3. As tentativas de ‘negociação” e de “acordo” por parte de Israel são meio que patéticas. Além deles deixarem bem claro que a razão deles está escorada em um arsenal bélico gigantesco, agem tal qual irmão mais velho dividindo doce com o irmãozinho: 1 pra você, 3 pra mim. Aí o irmãozinho depois de um tempo reclama da desigualdade. O maior, “Ok, tava te sacaneando, vamos lá: 2 pra você, 3 para mim”, e segue a espoliação;

4. Temos que ter em mente algo óbvio que está na raiz do conflito: em 1948, a maior parte do hoje estado israelense era ocupado por árabes palestinos.

O que eu quero é o que o mundo inteiro quer: paz e reconhecimento de um estado palestino autônomo. Parece possível? Não parece. O que fazer? Eu não sei, admito. E enquanto isso o sangue segue jorrando.

Um problema rotundo pra entender a questão é a propaganda abertamente anti-semita. Ela existe e é inclusive influente entre cidadãos com os quais tenho afinidade, por  exemplo. É ainda comum imbecis dando créditos à conspirações anti-semitas como a do Protocolo de Sião. Foda… Essa nojeira toda é capilar e não responde a cortes de classe, gênero ou ideológicos. Por isso, fica a dica de duas fontes:

A. Os diversos artigos e livros de Robert Fisk, um dos jornalistas que mais entendem de Oriente Médio. Se você entende pouco sobre as raízes do conflito, comece com este artigo dele;

B. Quer algo mais leve e mais calcado na história recente, em relatos orais? Joe Sacco! O premiado quadrinista-repórter tem vários livros sobre o assunto, e vocês podem encontrá-los BARATINHO no site Estante Virtual.

Abaixo, o projeto do saxofonista judeu-israelense Gillad Atzamon, baseado em música klezmer, árabe e sonhando com um mundo em paz.

 

Um pensamento sobre “pensata #3: Palestina

  1. Pingback: pensata #5: Cobertura VICE do conflito Israel/Palestina | Big Mouth Strikes Again!

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