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Viva O Mão Santa!

Oscar Schmidt entrou para o Hall da Fama do basquete em 2013 e é um dos meus herois de infância, um dos ícones de superação e garra em minha vida

Sempre curti muito esportes e sempre tive uma cacetada de ídolos: Maradona, Maurício no vôlei, Aurélio Miguel, Flavio Canto, Magic Paula, Maradona, Magic Johnson, Michael Jordan, Mike Tyson, Popó, Careca, Zico, Raí, Zetti, Rogério Ceni… lista imensa de atletas que mexiam com minha imaginação e deixaram uma impressão perene em minha vida. Mas de todos esse herois, teve um que surgiu ali no meio dos 80 e se agigantou para o todo sempre numa tarde de 1987. Ninguém podia ter sido maior que ele naquela quadra. Olhem abaixo:

Jogos Panamericanos de Indianápolis. O Brasil virava uma partida onde perdia por 20 pontos para os desde sempre poderosos Estados Unidos. Eu vibrei e chorei naquela tarde junto com os jogadores da Seleção. E a imagem de Oscar com a redinha da cesta no pescoço nunca mais saiu da minha cabeça!  Muitos consideram essa medalha de ouro a maior conquista do esporte nacional desde a Copa do Mundo de futebol de 1970.

Oscar Schmidt, o maior jogador de basquete da história do Brasil, o maior pontuador da história das Olimpíadas, um dos 3 maiores cestinhas de 3 pontos dahistória da humanidade. Obstinado. Guerreiro. Batalhador. A prova que o gênio é prova de muito trabalho (ele sempre se orgulhou, mesmo depois de velho, de ser o jogador que mais treinava).

O cara entrou no Hall da Fama do Basquete Mundial em 2013 e nem fiquei sabendo:

Eu sabia de sua luta contra um câncer no cérebro sem cura, e achei seu discurso ao entrar no Hall da Fama de uma generosidade incrível, aquele jeitão dele meio abobalhado, mas sempre com a tônica de uma pessoa que sabe REALMENTE medir a importância e a influência das pessoas ao seu lado. E o que me comoveu mesmo, é saber que não apelou nenhuma vez para a gravidade de sua doença, uma altivez de alguém fora da curva mesmo, de uma pessoa extraordinária.

Pra fechar a tampa sobre a importância de Oscar, nada melhor do que saber que Kobe Bryant, o maior jogador de basquete em atividade, é fã e foi inspirado por ele.

Por fim, Oscar entra no mesmo rol do Rogério Ceni pra mim: atletas que politicamente são tudo o que mais desprezo mas no âmbito de seus esportes são fontes inesgotáveis de inspiração. A vida e essas contradições que tornam a vida tão especial!

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