vermesdolimbo

E Zás #24 – Uma Geral No Que Rola Por Aí

1. Segura, peão! O fireHose azeitado londrinense, Vermes do Limbo, acaba de jogar na rede um álbum irrepreensível: Adeus Igapó. 19 faixas de música ligeira, que também está disponível em vinil. Discaço absurdo!

 

 

2. O Tom Zé, numa prova de respeito ao seu público, afinal boa parte dele “gongou” o artista por emprestar sua voz a uma propaganda ufanista da Coca-cola em relação à Copa do Mundo, e numa jogada tropicalista, pelo menos o “tropicalismo” próprio do baiano de Irará, lançou um EP chamado Tribunal do Feicebuqui. Pretendo tratar mais da questão, mas no momento vocês podem baixar o disco aqui. Não se jogou o bebê com a água do banho, mas Só o fato do artista se importar tanto com a questão e apresentar uma resposta tão “pueril” (onde destaca-se os ataques infantis e omite-se os ataques de alcance ideológico mais sério) mostra que a coca-colanização não é uma questão alheia a um artista que fez da contestação em todos os níveis seu traço de autor.

 

O bizarro foi a quantidade de artistas e pessoas engajadas nos diversos processos industriais/publicitários de divulgação da música que saíram em defesa do artista, menosprezando todo e qualquer argumento contrário à participação do artista na propaganda referida. Tom Zé, em matéria n’O Globo, mostra sua grandeza em relação aos seus pares que se fizeram de advogados do diabo: “Todas as músicas são relacionadas à literatura da internet surgida dessa polêmica, seja falando bem ou mal de mim, tudo tratado da mesma forma. Prezo as críticas e os elogios com o mesmo valor, não acho que os comentários negativos sejam patrulha ou nada parecido”.

3. Eu Não Sou Cachorro, Não! Música Popular Cafona e Ditadura Militar, de Paulo Cesar Araújo, um dos maiores livros sobre música recente no país, inteiro pra download aqui. Aproveitem!

4. Sinopse do incrível documentário Preto Contra Branco: Uma tradição de quase 32 anos e praticamente desconhecida na capital paulista é o ponto de partida do documentário Preto contra Branco, que discute o preconceito racial no Brasil usando como referência uma partida tradicional de futebol de várzea com moradores de dois bairros de São Paulo. Detalhe: é um jogo de pretos contra brancos. Desde 1972, um grupo de moradores do bairro de São João Clímaco e da favela de Heliópolis, na zona sul da capital, organizam um jogo de futebol de brancos contra pretos em um campo de várzea, no final de semana que antecede ao Natal.

5. Astronauta Chris Hadfield, comandante da Estação Espacial Internacional mostra o que acontece quando se torce uma toalha molhada no espaço, respondendo à pergunta de estudantes canadenses. O vídeo é demais!

 

 

6. Viva o povo brasileiro! Se liguem: a coleção Brasiliana, editada originalmente pela Companhia Editora Nacional no período de 1931 a 1993, reuniu 415 volumes de autores brasileiros e estrangeiros sobre os mais diversos aspectos do nosso país. O problema é que nos sebos da vida, cada fascículo custava uma fortuninha. Eis que o projeto Brasiliana Eletrônica está digitalizando todo o acervo da Coleção e exibi-lo de forma aberta na rede – já há 4 volumes pra pesquisa por lá! http://www.brasiliana.com.br/

7. Um dos meus maiores amigos na vida é o Mateus Potumati, atualmente editor do site +Soma, chapa desde os tempos de Conrad Editora, quando o mesmo chegou com sua trouxinha do interior, trazendo um monte de sonhos, sagacidade e um bom humor que conquista todo mundo. Além disso, e pra minha profunda tristeza, o cara é um grunge incorrigível, comandando inclusive nos anos 90 com seus incríveis irmãos e um “advogado samoano” o quarteto espíritos Zombeteiros, que disputava com o Walverdes o cetro de reis do grunge no sul do país.

 

Pra se ter ideia, uma vez pedi pra que ele fizesse uma pequena resenha me explicando o “poder da música” do Pearl Jam. Confesso que mais umas 3 frases bem escritas como aquela e eu ia baixar uns discos da banda do messias que canta com as bolas apertadas.

 

Dito tudo isto, achei esse vídeo incrívelmente divertido do Dave Grohl falando de como a música o fez ser alguém, dar algum sentido de empoderamento a um garoto loser do interior. Claro que eu gosto sobretudo da parte que ele fala como descobriu o punk rock/hardcore, mas o meu amigo Mateus e a dezeninha de leitores desse blog vão suar os olhos também.