TippiDegré2

E… Zás!! #16 – Uma geral no que anda rolando!

1.  Wu Tang Clan, uma das minhas maiores paixões. “O” grupo de rap, a plataforma coletiva mais bem azeitada a dar guarita aos talentos individuais (e individualistas?) mais idiossincráticos dos anos 1990. É um time cheio de Romários e um ou dois Bebetos. Abaixo, show completo de 2004 no festival Rock The Bells, onde também se apresentaram Redman e Dilated Peoples.


 

2. Ainda conjugando idiossincrasia x rap x New York, clipe do TOKiMONSTA apresentando o auto-intitulado “Black Elvis” Kool Keith, lendário MC malucão oriundo do Ultramagnetic MCs.

 

 

3. Dica da amiga Pat Froes nas redes sociais, já faz alguns meses. JIBOIA, um curta-metragem incrível cujo enredo, seguindo a descrição na página onde você pode ver o vídeo é: “Um tórrido romance entre uma adolescente e uma mulher madura é posto à prova após um pedido da jovem. O ciúme, no entanto, pode trazer consequências trágicas. Direção Rafael Lessa.”

Montagem absurda, trilha impecável, um mundo todo de sentidos e significantes exposto em menos de 20 minutos. Revi agorinha e achei ainda melhor!

 

4. Garoto magro e levemente “mal vestido”, participa de um reality televisivo de dança com uma versão ousada de A Morte do Cisne. O resultado é uma das coisas mais bonitas que alguém pode ver ligando a TV sem pretensão. O vídeo e o fim prematuro e melancólico da carreira de dançarino (ainda que muito emblemático nesse país de Malafaias e Felicianos) você pode ler nesta matéria da Revista de Dança. Um Billy Elliot sem redenção. Perdeu o mundo, perdeu o garoto, perdeu a gente…

 

 

5. O coletivo High Tech Low Tech  é das coisas mais incríveis que rola no Rio de Janeiro, vi algumas apresentações deles e a rapaziada tá produzindo em alta voltagem. Eis que eles realizaram recentemente, março de 2013, um workshop/laboratório cimática com crianças que parece ter sido muito interessante.

Rio de Janeiro, lá na Comuna – espaço que já apareceu algumas vezes em posts aqui do blog. Um vídeo com trechos do workshop está aí abaixo e fica a pergunta: terão outros? Em outras cidades?

 

<p><a href=”http://vimeo.com/63169775″>workshop – cimatica</a> from <a href=”http://vimeo.com/htlt”>htlt</a&gt; on <a href=”http://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

 

6. O Hermano Vianna marcando mais um golaço de placa com texto incrível sobre o pesquisador estadunidense Harry Smith. E deixando no ar uma questão a ser explorada: as similaridades entre a ação de pesquisa de Mário de Andrade e do próprio Harry Smith. Enfim, texto fundamental pra quem se ocupa de cultura popular.

 

 

7. VOCACIONAL – O Choque de uma Escola Libertária com a Ditadura Militar. (descrição do youtube): “O cineasta Toni Venturi revisita uma página emocionante e pouco conhecida da história da educação pública no Brasil: os colégios VOCACIONAIS, do estado de São Paulo, que na década de 60 foram reprimidos pela ditadura militar. Concebidos por Maria Nilde Mascellani, uma das mais importantes pedagogas contemporâneas, tinham uma proposta à frente de seu tempo: fazer o aluno pensar, trabalhar em grupo e desenvolver a a sensibilidade artística e habilidades técnicas. Partindo do olhar pessoal do diretor, que participou desta experiência escolar, através do depoimento de vários ex-alunos e professores, o longa permite uma reflexão sobre os descaminhos a que o regime autoritário conduziu a educação no país. Ao olhar criticamente para o passado, o filme contribui para a compreensão da precariedade do ensino público atual e seus desafios para o futuro”.

8. A Editora 34 vem sistematicamente publicando as obras do incontornável e amado/odiado José Ramos Tinhorão. aos 85 anos, um dos mais sérios e obstinados pesquisadores de música popular e desafeto das viúvas da bossa nova e da Tropicália, responde em entrevista ao site do Instituto Moreira Salles (que cuida de seu acervo), 5 perguntas sobre a sétima edição de Pequena História da Música Popular Segundo Seus Gêneros, livro que não ganhava nova versão desde 1991.

 

9. Ainda não sei se acho isso legal ou que é história de gente muito louca: Tippi Degré viveu 13 anos da sua vida na selva africana, convivendo com todo o tipo de animais, como: um elefante de 28 anos chamado Abu, um leopardo apelidado de J&B, um avestruz, um crocodilo, alguns leões, girafas,zebras, cobras ou sapos gigantes. E era contato MESMO – como mostra a foto na abertura do post e como vocês podem ver aqui.

 

 

10. “A diferença está em quem vem produzindo e para quem o funk é direcionado. Se o Caetano Veloso cantar a mesma letra que o Catra, vão achar maravilhoso. O Chico Buarque têm letras tão sexuais quanto as do funk. A diferença é que ele aborda as mesmas questões, mas de uma forma mais poética e não direta. O conteúdo é o mesmo. O problema está na educação. É obvio que o Chico vai produzir numa linguagem mais erudita. Os Mcs sabem poucas palavras, tiveram uma educação pública ruim e o Chico é ‘dono’ do dicionário. Isso explica muita coisa.” Essa e outras questões numa reportagem sobre o efeito do funk na cidade de São Paulo.