Capa da HQ Vira-Lata, da Editora Peixe Grande.

E… Zás!! #9 – Uma geral no que anda rolando!

Capa da HQ Vira-Lata, da Editora Peixe Grande.

Capa da HQ Vira-Lata, da Editora Peixe Grande.

1. Vi o Pedro Franz colocando no facebook e, de curioso, fui assistir: Patrick Jolley é demais! Vale a pena ver este e outros filmes deste artista irlandês!

<p><a href=”http://vimeo.com/35886249″>PATRICK JOLLEY – SOG</a> from <a href=”http://vimeo.com/bobbygood”>bobby good</a> on <a href=”http://vimeo.com“>Vimeo</a>.</p>

2.Saiu finalmente a DJ Nyack Apresenta: Remixtape Emicida. O disco traz novas versões de dezenas de MCs para sons já “clássicos” do Emicida. Você pode baixar o disco e conferir um faixa-a-faixa com o DJ Nyack no site da +Soma. Tá muito bonito, destaco especialmente as faixas do Don L., Tuty & Rincón Sapiência e Ogi & Kamau.

3. Passei hoje pela incrível livraria Blooks, em Botafogo, aqui no Rio de Janeiro, e vi que lançaram a incrível HQ O Vira-Lata (Editora Peixe Grande), de Paulo Garfunkel e Libero Malavoglia. Essa HQ foi das coisas mais impressionantes lançadas ali nos meados dos anos 1990, circa geração revista Animal, e era um tesouro meio secreto até então: explico: a maioria imensa do material era distribuído na penitenciária, não chegava aos “homens livres”. Comentando com meu parceiro no crime, André Maleronka, me mostrou essa incrível matéria sobre a HQ na VICE – é o caso crônico de juntar fome com a vontade de comer. Tô tão pobre que aceito empréstimo de algum amigo que venha a comprar o livro. RA.

4. A vibrante cena de música de invenção carioca está menos pulsante a partir de hoje: o Zumbi do Mato, depois de mais de duas décadas de transgressão sonora, encerra atividades, segundo informa o site La Cumbuca. Tive o privilégio de ver uma apresentação do grupo no fim do ano passado, na persistente Audio Rebel – nada mais justo ver um show deles ali. O grupo desde sempre esteve na contramão MESMO, nunca fez questão de se enquadrar em algum frissom, nunca diminuiu um centímetro de sua árida verborragia nonsense. Morreram como nasceram: esquecidos no mar da música feita sob demanda de público e de mercado; lembrados por uma horda de freaks que, pasmén, se encontravam naquela estética.

5. Antes exemplo de democracia, Mali mergulha em guerra civil, como mostra esta reportagem do ótimo portal EBC. E quem perde, além obviamente da população que fica no fogo cruzado,  são nós, fãs da música malinesa, para dizer o mínimo: os alvos dos extremistas islâmicos que aterrorizam o norte do país africano, são “os músicos de todo o mundo”. Sim, pra eles, que os músicos se bastem cantando trechos do Alcorão. A SABER, se é que algum leitor da VEJA frequenta este humilde blog: nem todo muçulmano tem problema com música, é bom ressaltar. Mas é legal que o rap também é a voz dos oprimidos por lá e vem atacando sistematicamente os extremistas, como mostra esta reportagem portuguesa.

E se você ainda não conhece a música do Mali…