Combatendo o poder há 25 anos!

Silêncio = Morte – II

[Iinspirado no polêmico – e estúpido – comentário do Morgan Freeman sobre como acabar com preconceitos, este blog vai publicar trabalhos de provocadores, agitadores, baderneiros, iconoclastas, enfim: de gente que transformou em arte o ato de ir aonde há silêncio e dizer alguma coisa. SIGAM-ME OS BONS!]

Public Enemy surge com dois discos novos (Most of My Heroes Still Don’t Appear on No Stamp e The Evil Empire of Everything) em 2012, comemorando UM QUARTO DE SÉCULO de existência. Pra contextualizar o peso do grupo para a cultura hip hop, um crítico cultural estadunidense escreveu que, se o Run DMC são os Beatles do rap, o PE seriam os Rolling Stones!

Depois do rombo que eles fizeram na cultura pop global no início dos anos 1990, tão até hoje jogando uma ou duas verdades incovenientes pro mundão e poucos grupos chegaram perto de deflagrar uma revolução cultural consistente via indústria cultural (o MC Mike Ladd em uma entrevista em 2008 para mim e o André Maleronka, disse acreditar realmente que uma revolução estava próxima ao escutar o PE). Num dá pra não respeitar – mesmo que hoje sejam uma sombra pálida do que já foram. E o show… bom, é o típico espetáculo rap bem executado, muito semelhante ao que a Missy Elliott fez recentemente no Back to Black: sem pirotecnia, só operando muito bem os elementos da cultura hip hop.

É curioso como Chuck D., no recente documentário de Ice-T Something From Nothing – The Art Of Rap, fala sobre a gigantesca repercussão de um punhado de versos que ele nem considerava tão ofensivos, a saber: “Elvis era um herói para a maioria / Mas ele nunca significou nada para mim, veja, / correto, racista, que otário ele era / Simples e puro / Fodam-se ele e John Wayne / Porque eu sou negro e tenho orgulho.”


Aqui, uma entrevista recente. Abaixo, o clássico Fight The Power dirigido por Spike Lee, o clipe novo e uma participação no histórico programa estadunidense Soul Train.