Retrato por Caroline Bittencourt

O Infatigável Victor Rice

Mestre Vitão em belo retrato da Caroline Bittencourt

 

Por Arthur Dantas e Fernando Sanches

Fotos por Caroline Bittencourt

(uma das matérias mais prazerosas de fazer pra +Soma – acho que saiu na oitava edição da revista, com as fotos FODAS da Caroline Bittencourt e o assistente de luxo Fernando Sanches, que hoje toca no ótimo O Inimigo. Victor Rice é um produtor CABULOSO e um dos gringos mais gente fina que conheci na vida. Divirtam-se!)

Eu estava com o Rodrigo (Cerqueira, ex-Skuba, atual Firebug) pelo centro e perguntei que prédio era aquele, com cara de Blade Runner. Era o Copan. Ele me falou que tinha desde quitinete até duplex, pobre e rico morando junto. Como eu sou meio socialista, gostei muito daquilo.” Essa frase, sobre o local que Victor Rice, 41, escolheu para morar em São Paulo faz onze anos, é auto-explicativa sobre a personalidade do famoso baixista e produtor de ritmos jamaicanos.

 

Victor é um dos “gringos” (viveu sua vida adulta na cidade de Nova York) mais gente fina a participar da cena musical independente de São Paulo – outro, certamente, seria o trompetista de Chicago Rob Mazurek – conquistando, por meio de seu carisma e trato do idioma inconfundível (meu, irado e certeza são palavras marcantes em sua fala), a simpatia imediata de quem o conhece. Que o diga a famosa família proprietária do Estúdio Rocha, em São Paulo. Comandado pelo patriarca Cláudio Takara (sempre “protegido” pelo cão fila Pascoal), o estúdio conta com os serviços de seus três filhos: Maurício Takara (SP Underground, Hurtmold etc.), Daniel Ganjaman (Instituto) e Fernando Sanches (CPM 22).

 

Quando sugeri a participação de Fernando na entrevista, Victor sentenciou: “Ele é o cara, sabe exatamente como gosto das coisas e se não tivesse um estúdio como o Rocha aqui, com equipamento e pessoas legais, eu não estaria aqui”. Assim, o que vocês acompanham é a bem-humorada conversa entre dois produtores e um leigo sobre produções musicais, vida no Brasil, música jamaicana, turnês e a divisão entre fãs do The Police e do The Clash.

 

 

 

Fernando . Eu te conheci em uma sessão de gravação do Skuba, lembra?

Victor . Lembro. Em 98. Fui assistir à gravação do Skuba. Eu vim para cá para tocar baixo com os Toasters (grupo de ska nova-iorquino muito conhecido nos anos 90) e pirei. Já estava decepcionado com Nova York.

 

Por quê?

Victor . O Rudolf Giuliani (prefeito republicano conhecido por sua política de tolerância zero e que acelerou o processo de gentrificação na cidade) estragou tudo. Era tudo muito limpo, seguro, caro. Todos os meus amigos artistas tiveram que sair do centro, porque não dava pra pagar aluguel, e foram para a periferia. Estava pensando em me mudar para Budapeste. Preferia morar no centro de outra cidade do que na periferia de Nova York, passando duas horas por dia no metrô. Tinha visto outros dois estúdios em São Paulo, mas pirei na hora em que fui ao Rocha (estúdio da família de Fernando). Porque aqui ou os estúdios são muito caros ou são muito pobres, tudo com computador. Quando entrei no Rocha pensei: “Meu, esse aqui é meu estilo”.

 

E porque você ficou aqui?

Victor . Eu tinha uma namorada brasileira.

 

Hm, sempre tem mulher nessas histórias. (risos)

Victor . Quase sempre. O relacionamento não deu certo, mas já era: já estava apaixonado pela cidade.

 

Fernando . E você ficou um tempo em Paraty (cidade histórica no litoral do Rio de Janeiro) para aprender a falar português, né?

Victor . Eu achava o som do português muito musical. Escutava bossa-nova no conservatório. E toquei isso muito em festa de casamento. (risos) Eu tive oito aulas particulares lá. Mas sabendo que precisava falar direito para conversar, o Matthias (promotor alemão de bandas de metal) falou: “Melhor você não ir pra São Paulo direto porque ninguém vai aguentar seu inglês mal feito (risos)”. Eu fui para Paraty e fiquei dois meses tocando baixo nos bares. Lá é turístico e tinha muito lugar pra tocar. Toda noite tinha uns três grupos e ninguém tinha baixista para tocar bossa-nova. Mas voltei para São Paulo com sotaque fluminense, falando gíria velha de música, como “tudo azul”. (risos) Daí chegaram e falaram (imita o pessoal com cara de descontentamento) “não é assim, não”. (risos)

 

Você começou tocando rock?

Victor . Foi culpa do Led Zeppellin. Eu tentei tocar uma música deles no violão do meu pai, mas não consegui. Fiquei duas semanas tentando e desisti. Daí tentei a “Immigrant Song” (faixa de abertura do álbum Led Zeppelin III). Começa só guitarra e bateria (faz com a boca), daí entra o vocal (imita um gritinho à la Robert Plant) e no fim do primeiro verso entra o baixo. Eu pensei: “Esse deve ser o baixo, né?” Daí falei: “É o baixista que manda!” (risos) Virei baixista por causa do John Paul Jones.

 

Dois mestres da produção: Victor Rice e Fernando Sanches.

E você ainda gosta do John Paul Jones?

Victor . Muito, mas depois descobri que as melhores linhas de baixo dele eram do James Jamerson, baixista da (histórico selo de música negra americana) Motown.

 

 

Fernando . Seu envolvimento com a música jamaicana veio pelo baixo?

Victor . É, eu já gostava porque meu irmão mais velho ouvia Bob Marley, Peter Tosh e Jimmy Cliff. Reggae é a melhor música pra baixista, sempre soube disso.

 

Você começou a tocar baixo no fim dos anos 70. O Clash era uma banda muito popular em Nova York no início dos anos 80…

Victor . Comecei em 1980. Eu não gostava do Clash. Na minha época tinha os que gostavam do Police ou do Clash. Eu gostava do Police porque eles sabiam tocar, eram bem-treinados, aquela coisa de músico. Hoje eu penso que o Clash mostrou para o mundo que não é como se toca que importa, e sim a música, as letras – ainda que não goste de letras em música.

 

Fernando . Você nunca escreveu uma letra?

Victor . Não, eu gosto de ler livros. E só consigo ler escutando, na velocidade de alguém falando. Então não consigo escutar música com letras e ler ao mesmo tempo, por isso gosto de música instrumental.

 

Fernando . Mas teve uma época em que você foi para o conservatório, pegou pesado nos estudos, tocou baixo acústico, música erudita, Bela Bartok…

Victor . É. Quando decidi ser baixista, fui para uma loja conseguir aulas. Porque até os 13 anos eu sabia que queria ser médico cirúrgico gastro-intestinal. (risos gerais) E isso desde os 11 anos. (mais risos) Eu lia livros sobre o assunto e queria fazer aquilo. Daí perguntei para alguém quando poderia praticar medicina. Falaram que, mais ou menos, aos 26 anos. Daí pensei: “Meu, a vida já é uma bosta agora, imagina mais treze anos??” Daí fui para o baixo, porque podia fazer aquilo na hora, ninguém ia morrer e eu podia fazer aquilo. Com 15 anos já tinha certeza de que iria ser baixista. Fui para o conservatório com 18 anos.

 

Então você entrou na cena da terceira onda do ska em Nova York completamente preparado.

Victor . Exato, a época dos Toasters, Second Step, essa galera. Comecei a tocar com os Scofflaws, que naquele momento era a única banda da Costa Leste dos Estados Unidos que tocava como os Skatalites, com baixo acústico, meio jazz. Estávamos levando a sério aquilo…

Fernando . Nada de palhetada pra cima (fala do modo típico de como as bandas da terceira onda tocavam ska).

Victor . É, nada daquilo. Nós nos achávamos os caras. (risos) Até que escutei o Hepcat de Los Angeles, e eles já faziam aquilo muito melhor.

 

Fernando, qual é a particularidade nas produções do Victor?

Fernando . Hoje em dia, ele tem uma sonoridade única, que remete às coisas jamaicanas dos anos 60. Não é uma sonoridade padrão de gravadora, usa muita compressão, pega bem pesado. Aquelas frequências tidas como chiques, ele arranca fora nas mixagens. Eu sempre gostei da sonoridade que ele tira. Nessa sessão de gravação do Skuba, onde eu o conheci, ele me deu uma coletânea que tinha um som dele e de cara foi o que mais gostei. Era uma coletânea padrão da terceira onda do ska, e a sonoridade dele era muito diferente.

Victor . É, foi de onde vim mesmo. Sabe o que aconteceu? Eu não comecei tocando. Eu fui para um estúdio e fazia aquela ligação entre os músicos e engenheiro de som, para cuidar do orçamento. Sempre pedia pra mexer nas máquinas e o engenheiro falava não. Eu gosto de ver a luz vermelha acender, por isso virei engenheiro de som.

Fernando . É, a gente é mais da teoria de que se a luz tá ali é para acender. (risos)

Victor . Você tem que escutar sem ter que olhar para a luz. Esses dias o Fernando me mostrou uns compressores antigos que chegaram ao estúdio e falou: “Nem olha pra eles, só escuta”.

Fernando . É engraçado que a maioria das pessoas hoje em dia começa a mexer na engenharia de som por causa disso: ou era estúdio de crente ou era de metal, e ninguém sabia o que você queria. Uma vez pedi pra aumentar a guitarra e o cara falou não, que se eu quisesse fazer daquele jeito que fizesse eu mesmo. Então aprendi e fiz, e descobri como era bom mexer naqueles botões. (risos)

Victor . O Fernando indicou um cara com reputação para fazer a masterização do In America, e eu não gostei nem um pouco, quase chorei. Ele (o produtor) falou: “Você toca bem, escreve bem, compõe bem, tem que deixar para outra pessoa produzir”. Eu me lembro bem disso, muito bem… (risos) Daí falei novamente com o Fernando e disse: “Agora é você que vai fazer, porque você sabe do que eu gosto”.

Fernando . E eu nem tinha os equipamentos, fazia as coisas no computador. Pedi emprestado de uma loja e fiz. E o prazo era meio louco, tanto que a versão americana saiu com a masterização que havia sido feita antes.

 

Tudo “azul” com Victor Rice

Quem é o maior produtor de reggae pra você?

Victor . Tem o Lee Perry que foi o primeiro, o experimentador. Mas o som de que gosto mais, acho quente, lindo lindo, é o do Leslie Kong, que produziu os Gladiators, os primeiros do Desmond Dekker, Toots & The Maytals. Tem essa concepção errada de que os jamaicanos faziam tudo meia-boca. Mas eles tinham uma concepção de áudio muito melhor que os americanos daquela época.

 

Você já foi para a Jamaica?

Victor . Ainda não. Sem motivo, sem trabalho, não tenho vontade. Gosto de ficar em uma cidade onde tenho algo pra fazer.

 

Fernando . Você já trabalhou com outros jamaicanos além do Glenn Brown (famoso artista que gravou com King Tubby, entre outros)…

Victor . Toquei baixo com Desmond Dekker (primeiro artista jamaicano a fazer sucesso na Inglaterra), com o Congo Ashanti Roy.

Fernando . É uma pena que o disco do Glenn Brown não tenha saído.

Victor . Mas “saiu” lá na Java (famosa festa de ritmos jamaicanos em São Paulo, comandada pelo DJ Yellow P.). Eu fiz o disco do Glenn Brown em Nova York, com um produtor bem novo e mixei tudo aqui no Rocha. Depois o Glenn pediu a voz mais alta, refiz tudo. Daí achou que tinha que estar mais baixa e falou: “Quer saber? Eu mesmo vou fazer!” O disco nunca saiu, mas eu tenho a minha versão, de que gosto muito. Mostrei para o Yellow P., ele me pediu para gravar pra ele. Dois meses depois, fui à festa dele, já tava tocando o disco, ele havia feito um dubplate em vinil e pronto: tá rolando lá na festa. (risos)

 

E produtor de ska, quais você gosta?

Victor . Brian Dixon, dos Aggrolites. Esse me assusta mesmo, é muito absurdo. Ele virou um padrão na Europa. Lá é engraçado: eles são muito mais dedicados musicalmente, tocam pra caramba, às vezes até atrapalha, porque não sabem como inventar algo. Eles são muito presos à educação musical e, quando acham um som de que gostam, eles imitam. A maioria deles. Uma época o padrão de produção era o Toasters, depois o Slackers e hoje é o Aggrolites.

 

E dub? Quem são os grandes produtores para você?

Victor . Dennis Bovell, Lee Perry, mas nem tanto. Ele inventou muita coisa, mas o som em disco é meio torto. Eu prefiro o King Tubby, é uma coisa mais clean, certinha.

 

Você acabou ficando em São Paulo por causa da namorada. A cena musical daqui te interessava também?

Victor . Na verdade, quando comecei a falar pra minha namorada que eu queria ficar aqui, ela ficou chateada porque estava de olho em ir para Nova York comigo. (muitos risos) Daí estragou o namoro. E já era: eu estava apaixonado pela cidade. Quando entrei em Nova York em 1985 era marginal e gostoso, e aqui também é marginal e gostoso. (risos) Tava de saco cheio de neve também.

 

Fernando . Alguém te questiona quando você fala que vai fazer a mixagem no Brasil? Porque até o Radiodread (álbum de 2006 do Easy All-Stars, uma versão dub do álbum Ok Computer) você trouxe para cá e era muito importante.

Victor . Sim, acho que mais importante do que esse só o Sgt. Peppers versão dub, que veio depois. O dono do selo, o Michael G., do Easy All-Stars, queria fazer tudo aqui, mas a mulher dele não quis.

Fernando . Coitado, aqui ele ficou só indo do estúdio para casa. Porque não é fácil acompanhar o Victor, ele não para nem para comer quando está no estúdio. O Pascoal (falecido cão- mascote do Estúdio Rocha em São Paulo) até chora quando vê o Victor. (risos)

Victor . Nossa, tadinho. Ele olha com aquela cara de “Você? Aqui de novo? Ah, não…” (risos) Essa cara do Pascoal é única.

 

 

Você fez primeiro o Dub Side Of The Moon (álbum de 2003 do Easy All-Stars, uma versão dub do mais famoso disco do Pink Floyd)…

Victor . Nesse só toquei baixo. Fui o terceiro cara a tocar. Teve um jamaicano primeiro, mas não deu certo. Nesse disco tem compasso em sete, não é só par. E música jamaicana só tem compasso de um até quatro, não tem cinco. (risos) E tá bom: a música é perfeita em quatro mesmo.

Fernando . É como o Fusca, só quatro marchas.

Victor (animado) . É isso mesmo! E já é perfeito! (risos)

 

E no Radiodread?

Victor . Toquei baixo também. Nesse já fui o segundo cara a tocar baixo. (risos) Fiquei mais perto. Me chamaram pra mixar e fiz no Rocha.

 

E no Sgt. Peppers (próximo álbum a sair, pelos mesmos Easy All-Stars)?

Victor (com sorriso no rosto) . Nesse disco, fui o primeiro baixista e não teve segundo (muitos risos). Gravei duas vezes tudo, porque não viajo com meu baixo, um Fender de 1965. Na verdade o som está nos meus dedos, não no baixo. Mas o som do baixo que eu usei na gravação não estava legal, daí refiz tudo. Gravei tudo no Copan.

 

Fernando . Você acha que o Paul McCartney vai gostar das suas linhas de baixo na versão dub do Sgt. Peppers?

Você gosta dele como baixista?

Victor . Nossa, adoro! Mas sei que o George Martin é muito responsável pelo som da banda. E o baixo é tão claro nesse disco, é irado. Eu ouvi dizer que o Paul entrava no estúdio depois de todo mundo só pra colocar baixo e voz.

 

Fernando . Esse é um disco muito do Paul McCartney. Você já era fã desse disco?

Victor . Claro, muito. Eu já tinha escrito todas as linhas de baixo antes. No primeiro disco, o produtor tinha muita dificuldade para achar um baixista que gostasse de Pink Floyd e reggae. E eu falei: “Opa, eu!” (risos) No Radiodread eu falei: “Meu, vocês estão fazendo Radiohead? Irado, adoro Ok Computer”. E dez anos atrás, eu tinha sido convidado para tocar em um tributo aos Beatles, já tinha todas as linhas de baixo escritas. Cheguei no estúdio e já falei: “Meu, tenho todas as músicas escritas aqui”. E o produtor, “ah, eu também tenho aqui”. Então tá bom, né? Você que manda. (risos)

 

Fernando . Você tem algum disco que gostaria de fazer versão dub?

Victor (empolgado) . Claro, claro! Quando eles escolhem um, eu já tenho vinte na cabeça. Bom, acho que eu posso contar: eles haviam pensado no What’s Going On do Marvin Gaye…

Fernando . Nossa! James Jamerson (baixista clássico da Motown tocou neste álbum).

Victor . É, falei: “Meu, vocês tem que fazer isso!” (risos) Mas eles falaram que só eu e mais trinta pessoas iriam comprar. Beleza, falei para o produtor que eu ia fazer aquilo. Porque eles queriam marketing e eu quero música.

 

Fernando . Turnê com banda você nem pensa, né? Agora só com o seu sound system?

Victor . É. Viajar com banda é um saco. Todo mundo quer parar para comer três vezes por dia. (risos) Eu tenho o metabolismo de uma cobra.

 

Fernando . A melhor turnê é você e o GPS?

Victor . Certeza. Nessa última turnê só com um motorista foi ruim, o cara ficava perguntando quando íamos parar para comer. (risos) E a pior pergunta de todas era: “Que horas você vai parar de tocar hoje à noite?” Meu, eu quero começar a tocar quando ninguém estiver no lugar e só sair com as latinhas, quando estiverem limpando o lugar. (muitos risos) Eu fui para a Europa para tocar, não para dormir! Eu durmo três horas e já estou bem. Meu motorista, que nem sabia dirigir, se perdeu muito, ficou doente e precisou voltar para a Suíça. Quer saber? Adorei! Eu, o livro de turnê, um guia e o GPS.

Fernando . Ele voltou com uma frase boa: “Meu, quero casar com a mulher da voz do GPS, ela só fala coisas que eu quero ouvir”. (muitos risos)

 

Além de bossa-nova para casamento, o que mais você conhece de música brasileira?

Victor . Eu tô curtindo muito samba-rock. Acho muito parecido com rocksteady. Faz uns anos que estou tentando unir os dois. Quero fazer uma batida que brasileiro vai identificar com samba-rock e jamaicano vai achar que é rocksteady. Até agora não consegui fazer isso, mas tá rendendo coisa boa pelo caminho.

 

O que te interessa agora é samba-rock?

Victor . E chorinho, que não conhecia até chegar aqui. Gosto de samba também. Tocar no restaurante Balzac com um grupo de samba mudou meu jeito de tocar.

 

O que você escuta além de música jamaicana?

Victor . O problema é que no meu trabalho eu só escuto música.

Fernando . Isso acontece muito comigo também. Passo semanas sem escutar música em casa. Mas a última vez que te liguei você estava ouvindo (o cantor pop inglês) Seal para alinhar os monitores. (risos)

Victor . Meu, esse som é perfeito para alinhar monitor! Seal é perfeito, muito bem-feito. O cara que produziu esse disco (se refere ao álbum do cantor de 1991, produzido por Trevor Horn) é muito bom. Se você quer saber se um monitor é bom ou não, escuta a música “Crazy”. (risos)

Saiba mais sobre o Vixtor Rice aqui.

 

 

Retrato por Caroline Bittencourt